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Altior, o cafona ´Rolls-Royce´ chinês da marca Yangwang, foi oficialmente apresentado

Somente para lembrar: a indústria automotiva chinesa surgiu nos anos ´1950. Exatamente na mesma data, o Brasil também começava a dar os primeiros passos nesse ramo. A diferença é que a nossa indústria nacional estacionou no tempo e passou somente a reproduzir projetos de multinacionais norte-americanas e europeias que por aqui atuavam (e ainda atuam).

Inegavelmente, os chineses avançaram em tecnologias ligadas aos automóveis, principalmente no que se diz respeito aos modelos eletrificados, conseguido desenvolver inovações próprias. Isso ninguém discute mais: veículos fabricados na China, hoje possuem uma qualidade construtiva respeitável, às vezes até superior ao padrão de marcas tradicionais alemãs e japonesas, antes vistas como as mais confiáveis do mundo.

Um dos pontos que os chineses escorregam até hoje de maneira incontestável, é na parte do design dos automóveis. Praticamente todas as marcas ocidentais já sofreram com invasões de criatividade a partir de cópias escancaradas de seus modelos. Range Rover, Chevrolet, Volkswagen, Lotus, MINI, BMW… dentre muitas outras fabricantes já tiveram o desprazer de se deparar com imitações grotescas ou quase idênticas dos seus carros.

Nesse instante o exemplo mais gritante desse tipo de investida em cima de propriedades de desenho industrial devidamente patenteados, surge a partir do ´Altior´, um modelo da chinesa Yangwang “marca de ultraluxo” do grupo BYD. Externamente (com ligeiras modificações nos grupos ópticos e grade frontal) o veículo é uma cópia praticamente igual ao Rolls-Royce Phantom. Visto pela lateral (inclusive com as portas traseiras com abertura do tipo ´suicida´…) é difícil de identificar quem é quem.

O Yangwang Altior chegará ao Brasil e em outros mercados para concorrer justamente com os ingleses Rolls-Royce e Bentley. E não há a menor dúvida: o veículo chinês pode não ter a tradição dessas duas marcas, mas deverá conquistar fãs pelo alto padrão de tecnologia embarcada e, principalmente, pelo preço muito mais em conta.

Apresentado em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), o sedã de porte grande exibe 5,6 m de comprimento, 2,03 m de largura, 1,59 m de altura. A distância entre-eixos é de – nada menos – que 3,5 metros! Uma das alegorias que equipam esse carro de luxo é uma sequência coreografada de luzes que se apresenta como “uma cerimônia de boas-vindas”. A exagerada grade frontal tem componentes brilhantes e polidos de uma maneira a oferecer luzes e reflexos variáveis a partir do ângulo de observação do olhar de alguém para esse veículo. Graças aos Deuses guardiões das históricas fundações da Muralha da China… não existe uma réplica da Dama Alada sobre o capô…

Por dentro, espaço de sobra para quatro ocupantes com direito a habitáculo exclusivo para os passageiros dos assentos traseiros. Direto da inspiração de algum templo oriental milenar ornamentado para algum príncipe de conceituada dinastia… as saídas do ar-condicionado do Yangwang Altior têm detalhes em jade amarelo. Já os revestimentos unem um tradicional bordado de Suzhou com “perfurações de alta precisão que reproduzem desenhos de nuvens e trovões!” A cabine é complementada com “couro semi-anilina de flor integral, tapetes de lã pura e madeiras naturais”. Para quem estiver a fim de assistir um filme… há uma tela retrátil de 21,4 polegadas no teto do veículo. Aceita uma tacinha de champagne? Existem dois refrigeradores à disposição para mais comodidade dos ocupantes.

O modelo chinês com fenótipo inglês, segundo o fabricante, é montado na ´plataforma e?´. Isso significa quatro motores elétricos (um em cada roda) e suspensão inteligente capaz de manter a estabilidade do veículo mesmo em situações extremas, como “o estouro de um pneu em alta velocidade”. A Yangwang afirma que o sedã Altior é capaz de “flutuar” em situações de emergência! A função ´tank turn´ permite “o veículo girar sobre o próprio eixo e realizar manobras com uma agilidade pouco comum para um automóvel de seu porte”.

Nessa imagem o Rolls-Royce Phantom, base estilística original que serviu como modelo para o sedã chinês Altior, na foto acima.

No geral, é isso: um sedã de presença impressionante, repleto de tecnologias incríveis, com motorização 100% elétrica e capaz, de acordo com a marca, de oferecer pouco mais de 1.000 quilômetros de autonomia. Ele não tem a classe de um Rolls-Royce, nem a tradição e o charme de um Bentley, mas o Altior entrou no jogo e deverá ocupar o seu espaço dentro do nicho de sedãs de alto luxo para clientes que não se importem para preciosismos da originalidade de uma obra de arte legítima… (Fotos: divulgação Yangwang / Instagram: @acelerandoporai.com.br)